Apresentação de Maria - Congregação Internacional

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“Antes de seres formada no ventre da tua mãe(...)"

A vocação! Ressurgir em Deus

Desde toda a eternidade, Deus já me tinha predestinado!
“Antes de seres formada no ventre da tua mãe já eu te conhecia”. (salmo 138)
Hoje, reflectindo sobre a minha vocação, vejo que este desejo de me consagrar acompanhou todo o percurso da minha existência.

Sou a mais nova de dez filhos, fui pensada por Deus, criada por Ele e para Ele, sou a única religiosa na família. Podemos dizer que dentro dos parâmetros da ciência, da medicina, eu podia não ter existido. No entanto, existo e aqui estou a escrever pela primeira vez a história da minha relação com Deus.
Os meus irmãos andavam na catequese e, naquela altura, não existiam divisões de anos de catequese. A menina mais nova, não podia ficar em casa sozinha, e assim, desde muito cedo, era levada pela mãozinha dos meus irmãos à catequese, surgindo, pelos três anos, um grande encantamento por tudo o que era de Deus.

Cresci e lembro-me que pelos 10-12 anos, tinha uma grande relação de amizade com Jesus Cristo. Relacionava-me com Ele como um amigo próximo, Ele era aquela presença que uma adolescente precisa. Onde tinha aprendido esta relação de amizade? Não sei. O Deus que eu tinha conhecido e aprendido, era um Deus “castigador”.
Pela idade dos quinze anos, surge como única perspectiva a vocação matrimonial.
Quando pensava que a minha vida estava encaminhada e com rumo certo, surge uma outra perspectiva de vocação: “a vocação de consagração numa congregação”.

Esta novo rumo, surge no final dos meus 18 anos, entre as dúvidas e peripécias próprias de uma escolha que comprometerá toda a vida. Dou o “salto” aos dezanove anos, entrando no Noviciado das Irmãs da Apresentação de Maria, congregação esta onde me consagrei e da qual faço parte hoje.
Neste momento, depois de alguns anos, passados, relembro a minha vocação, a minha vida em Deus, como S. João, que no seu Evangelho diz: “Jesus passou e  chamou-o, era por volta da hora décima”. Jo. 1,39

A escolha da congregação, foi uma outra dimensão que mostra verdadeiramente que Deus me queria aqui. Conheci outras congregações e estava bem inclinada para as Irmãs de S. José de Cluny, no entanto, ao contactar com a comunidade da Apresentação de Maria, que vive na rua da Moraria, Lactário, gostei de ver as irmãs, a relação que estas tinham com as crianças, e senti-me em casa e foi este “sentir-se em casa”, que me fez optar pela Apresentação.

Encantou-me e encanta-me a nossa fundadora, Maria Rivier, toda a sua força e coragem, o não ficar de braços caídos, nem desanimar, perante as dificuldades, quer físicas quer exteriores, quando lhe foi recusada a entrada nas irmãs de Pradelles.

O que me dá vigor no quotidiano?... é a minha relação de intimidade e de amizade com Deus.   

O que gosto mais?... de rezar, de momentos de silêncio, viver em comunidade, de ler, da nossa maneira de estarmos, educarmos e vivermos com as crianças.

Irmã Fátima Santos, p.m.

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