Apresentação de Maria - Congregação Internacional

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Quando nos entregamos TOTALMENTE… É para SEMPRE!

Ao lembrar a história da minha vocação, lembro também toda a história da minha vida. Não posso separar uma da outra, pois ambas caminham lado a lado. A história da minha vocação não tem nada de espetacular, é feita a partir das coisas mais normais da vida. Nasci na Madeira, no seio de uma numerosa família, profundamente cristã. Os valores cristãos eram-nos transmitidos pelos nossos pais desde muito cedo. A minha mãe, especialmente, sempre foi uma mulher de uma fé enorme e isso foi para mim um grande testemunho.

 

Até à minha juventude, jamais tinha pensado na possibilidade de ser religiosa, mesmo depois da minha irmã mais nova que eu ter entrado na Congregação da Apresentação de Maria e de outras congregações me terem convidado a fazer uma experiência vocacional. Não era, de todo, algo para o qual me sentisse chamada. Por outro lado, também não sentia inclinação para o casamento.

Quanto tinha 18 anos, a minha avó morre. Ela era uma mulher muito ativa, trabalhadora, admirava-a muito pela sua incondicional entrega à família e por isso a sua morte repentina, veio colocar-me muitas questões: Que sentido tinha então a vida? No final da vida, o que permanece?

Posso dizer que, talvez, tenha sido o primeiro toque de Deus, no sentido de me mostrar o caminho.
A minha família tentava, nessa altura, incutir-me o gosto pelos bens materiais, a necessidade de manter o património da família, etc. No entanto, à medida que o tempo passava a minha única preocupação era responder às inquietações que sentia. Até que percebi que o que Deus queria para mim era justamente aquilo de que estava a fugir.
Decidi, por isso, aceitar o Seu convite de amor, entrando na Apresentação de Maria.
Não sei explicar como… foi um mistério!
Mais tarde a minha irmã mais nova decidiu seguir o Senhor na mesma Congregação. Portanto, somos três irmãs de sangue na Congregação da Apresentação de Maria.
A minha mãe, hoje com 96 anos, sempre respeitou muito as nossas decisões, não proibia mas também não obrigava, ainda assim diz que a nossa opção de vida é uma das suas maiores alegrias. Um dia alguém me contava que, em conversa com a minha mãe, esta lhe confidenciava que durante a nossa infância sempre que participava na Eucaristia, no momento da consagração, nos colocava espiritualmente sobre o altar e nos oferecia ao Senhor para o que Ele quisesse.
Ao longo dos meus 47 anos de vida religiosa, houve, como em todos os estados de vida, dias cheios de alegria, mas também outros mais difíceis. No início as coisas eram bem diferentes do que são hoje, a formação, as condições de vida… mas em todo o tempo Deus foi cuidando.
Lembro especialmente uma altura mais complicada em que as provações se faziam sentir com mais intensidade. Mas o Senhor cuidou… um retiro de um mês, no qual tive uma certa resistência em participar, foi o meio que Ele usou para me dar a força de que precisava. Ainda hoje lembro como um dos momentos mais marcantes na minha vida.
Às vezes temos a tentação de cruzar os braços ou deixá-los cair diante das dificuldades, mas nada é por acaso. As provações são sempre oportunidade de avançar na fé.
O que mais me toca na Apresentação de Maria é a vida de oração, herança de Maria Rivier, que alimenta a vida comunitária, vivida em espírito de fraternidade, verdade e transparência, isso é testemunho para os outros.
Às mais novas, digo que a vida religiosa tem momentos bons, como também dificuldades, mas é um caminho de felicidade. O nosso objetivo é seguir Jesus Cristo. É ele que dá sentido a tudo.
Quando nos entregamos totalmente, há coisas que caem por si e depois… somos só para o Senhor… para SEMPRE!

Irmã Conceição Branco, pm

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